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A encontro das mamães agora ė Encontro parental

A encontro das mamães agora ė Encontro parental

Conheci a humanização há 14 anos, durante a gestação da Gabi. 
Eu costumo falar que se hoje muitas mulheres que querem ter um parto normal e respeitoso são chamadas de índias, naquela época, éramos ETs.
Gabi nasceu de uma cesárea intra parto pq seus batimentos cardíacos não estavam tranquilizadores. Mesmo assim, tivemos um parto respeitoso, com música e luz baixa, nossa Golden Hour foi respeitada, ela não foi separada de mim e mamou na primeira hora de vida. 
Enquanto estava na recuperação, tinham muitas mães comigo. Nenhuma tinha podido pegar seu bebê no colo após o nascimento e elas perguntaram à enfermeira pq eu tinha tido esse privilégio. A resposta dela foi assustadora " Pq dos 2500 médicos que passam pelo São Luiz todos os meses, apenas 05 permitem esse contato pele a pele após o nascimento. Todos os outros consideram isso uma papagaiada e acham que isso só dificulta o trabalho deles"

Naquele momento, eu senti uma tristeza e uma revolta profunda. Como assim ter pego minha bebê no colo depois de gestar nove meses pode ser um privilégio? Isso deveria ser lei, obrigatório, a regra, jamais a exceção. 

Virei ativista. 

Pq eu queria que todas as mães e mulheres do mundo pudessem ter esse meu "privilégio "

Fui engolida pela maternidade, já era produtora, engravidei de novo e minha 2a filha, Sofia, virou uma anjinha. Entrei nas estatísticas e passei por uma perda gestacional. 

O tempo passou, Gabi foi crescendo, me separei. 

Casei de novo e veio uma nova gestação. Dessa vez da Clarisse. 

Quase 10 anos depois, a humanização já tinha ganhado mais espaço, mas eu ainda tive que pagar para ter uma equipe humanizada e percebi que eu ainda continuava muito privilegiada. Parir com respeito é um ato de resistência no Brasil. 

Passei por 06 longos dias de indução  e Clarisse nasceu de um parto normal transformador, que me fez renascer novamente.
E, com ela nasceu a Encontro das Mamães, tb em 2016, para ser rede de apoio para mães, que assim como eu, estão sempre remando contra a maré. Pq junto com a humanização vem tb a luta pela amamentação, pela introdução alimentar respeitosa, pelo desmame e desfralde gentis, por uma criação com apego e sem violência.

E, eu peguei todo expertise que eu tinha na produção de grandes eventos e comecei a produzir festas infantis com comida saudável e baby friendly, workshops, rodas e eventos focados no público materno infantil sobre os temas que quero difundir. 

Em 2019 nasceram os Encontros Parentais. Em 2020, temos mais novidades, que continuo a contar no próximo post. 

Meu propósito de vida é disseminar a humanização, a educação não violenta e a parentalidade positiva . Informar mães e pais para que possam fazer escolhas e exercer uma maternidade consciente. Acredito que posso ajudar a mudar o mundo através da educação e acredito também que a maternidade e a paternidade são ferramentas poderosas de transformação social. 

Por isso, agradeço você que está aqui comigo e te convido: vamos juntxs? 💜

Primeiro foto eu amamentando Gabi, há 13 anos. Segunda fofo eu amamentando Clarisse, há 03 anos. Primeiro click: @feprado Segundo click: Rita Frazão da @petitpoeme

 

 

Encontro Parental
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